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Superávit recorde no primeiro semestre de 2022 de US$ 219,5 milhões foi puxado pelas exportações de petróleo e melões (Foto: Moraes Neto).
ASN RN 08/07/22 às 16:40 Atualização 08/07/22 às 17:10
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Óleo derivado de petróleo já é a mercadoria mais exportada pelo RN neste ano (Foto: Agência Sebrae)

Natal – O ranking das principais mercadorias que compõem a pauta de exportação do Rio Grande do Norte passou por uma reviravolta. Por décadas, o topo da lista vinha sendo ocupado com produtos do setor agropecuário, mais especificamente da fruticultura irrigada, que foram superados pelos da indústria do petróleo. Atualmente, o fuel oil – óleo combustível utilizado para refino – é a mercadoria mais exportada pelo estado. Somente no primeiro semestre deste ano, o RN exportou quase 300 mil toneladas do derivado de petróleo, o dobro do enviado no mesmo período de 2021. Isso equivale a um volume negociado da ordem de US$ 239,4 milhões. Cifra que já ultrapassa todo o valor obtido com o produto em 2021 – US$ 182,7 milhões – e supera também o total geral das exportações daquele ano de melão, que tradicionalmente era o principal item da pauta, cujo volume foi de US$ 103,9 milhões.

Em meio a um cenário de maior demanda e, consequentemente, alta nos preços dos combustíveis no mercado internacional, parte da volatilidade encadeada pela guerra entre Rússia e Ucrânia, os envios de fuel oil do Rio Grande do Norte para Singapura dispararam.

Enquanto em junho do ano passado o estado não havia exportado esse produto, no mês passado as exportações para Singapura atingiram as 122,2 mil toneladas do derivado de petróleo em apenas 30 dias, o que corresponde a um volume de US$ 115,4 milhões.

Em junho deste ano, o estado também registrou exportações, embora em volumes menos expressivos, de outro combustível, o querosene de aviação (QAv), que foi repassado para Portugal e somou algo perto de US$ 850 mil como resultado da negociação.

A ascensão dos derivados de petróleo na pauta de exportação potiguar é um dos destaques da edição deste mês do Boletim Balança Comercial do RN, um informativo elaborado pela Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae no Rio Grande do Norte com base nas informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, referente a junho de 2022. O boletim acompanha a evolução do comércio exterior do estado mês a mês e no semestre, assim como as operações de compra e venda de mercadorias no mercado internacional durante série histórica, que leva em consideração os cinco últimos anos.

Nos seis primeiros meses, o RN exportou 63 mil toneladas de melão para outros países. Um volume de US$ 35,7 milhões. (Foto: Agência Sebrae)

No semestre, a segunda mercadoria mais exportada pelo estado é o melão. Já foram enviadas 63 mil toneladas da fruta para outros países, sobretudo Holanda, o que geraram cifras da ordem de US$ 35,7 milhões. No mesmo intervalo do ano passado, as remessas totalizaram 56,3 mil toneladas e um montante de US$ 33 milhões negociados.

Balança tem superávit recorde de US$ 219,5 milhões no 1º semestre

De acordo com a publicação, a balança comercial do Rio Grande do Norte registrou um superávit de US$ 106,7 milhões em junho, como resultado do volume de US$ 134,3 milhões em itens exportados e um déficit de US$ 27,5 milhões nas importações no sexto mês do ano. Entre os produtos mais exportados no mês, estão o fuel oil (US$ 115,4 milhões), as pedras preciosas (US$ 2,5 milhões), produtos de origem animal impróprios para consumo humano (US$ 1,7 milhão), sal marinho (US$ 1,4 milhão) e lagostas (US$ 1,3 milhão). Já os itens mais importados no mês foram trigos e misturas com centeio (US$ 14,7 milhões), copolímeros de etileno e ácido acrílico (US$ 914 mil), trilhos de aço (US$ 778 mil), cordas e cabos de ferro ou aço (US$ 490 mil) e revólveres e pistolas (US$ 472 mil).

Com isso, o Rio Grande do Norte acumula um superávit recorde no primeiro semestre de 2022 de US$ 219,5 milhões. As exportações atingiram o patamar de US$ 408,7 milhões, mais que o dobro do volume exportado no primeiro semestre do ano passado. Esse é o maior volume nominal registrado em um semestre desde 2018, quando inicia a série histórica. As exportações saíram de US$ 128,7 milhões no primeiro semestre de 2018 para US$ 183,6 milhões nos seis primeiros meses de 2021 e no último semestre deste ano ultrapassaram a marca dos US$ 400 milhões. As importações acumuladas no semestre também tiveram o melhor resultado da série, partindo de US$ 76,3 milhões em 2018 para US$ 189,3 milhões nos seis meses deste ano

 

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