O Projeto Leite e Genética, executado pelo Sebrae-RN, consolidou em 2025 mais um ciclo de fortalecimento da cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Norte. Ao longo do ano, a iniciativa alcançou 60 municípios, com maior concentração na Região Metropolitana de Natal, no Seridó Ocidental e no Alto Oeste. Mais de 300 produtores desses territórios foram atendidos por ações voltadas ao avanço genético e ao aumento da produtividade dos rebanhos leiteiros e de corte.
Segundo Luis Felipe, gestor do projeto de Pecuária do Sebrae-RN, o novo ciclo está previsto para ocorrer entre março e maio de 2026. Podem participar produtores rurais formalizados — com DAP/CAF, NIRF ou CNPJ Rural — ou instituições parceiras, como prefeituras, secretarias de agricultura e laticínios, mediante acordos de cooperação com o Sebrae.
“As parcerias fortalecem a cadeia produtiva do município ao trabalhar diretamente com os grupos de produtores, oferecendo acesso à inseminação artificial e promovendo aumento de produtividade, renda e desenvolvimento sustentável. No caso das indústrias, investir no projeto é uma estratégia de encadeamento produtivo, que amplia e qualifica a rede de fornecedores”, explica o gestor.
Por meio da tecnologia de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e do acompanhamento técnico reprodutivo, o projeto oferece aos produtores acesso à genética superior e condições estruturadas para melhorar seus índices reprodutivos e produtivos. A duração das atividades varia entre três e sete meses, conforme acordos firmados com laticínios, prefeituras ou associações locais, permitindo adaptação às necessidades de cada território.
O levantamento final deste ciclo aponta que 59% dos atendidos eram produtores de leite e 41% criadores de gado de corte. No período, foram contratados 6.810 animais para inseminação, com 5.679 aplicações realizadas.
Além dos números, os impactos da iniciativa são percebidos diretamente no campo. Beneficiário do programa, o produtor rural Lindolfo Gomes, proprietário da Fazenda Jacu, no município de Passagem, no agreste potiguar, destaca os resultados obtidos com o melhoramento genético do rebanho.
“O projeto ajudou bastante no melhoramento genético, com a produção de bezerros de crescimento rápido, melhor qualidade e maior ganho de peso. Além disso, há uma redução significativa no custo de produção, já que o Sebrae contribui com subsídio para o programa”, relata. Segundo ele, o rebanho da fazenda é da raça Nelore, com foco na produção e venda de bezerros.
Para firmar parcerias, prefeituras, secretarias e indústrias interessadas devem procurar a unidade regional do Sebrae mais próxima ou a Unidade de Desenvolvimento Rural da instituição e manifestar interesse. “O Sebrae apresenta a jornada do projeto, o modelo de parceria e avalia a base de produtores que será atendida”, detalha Luis Felipe.
Mais informações podem ser obtidas diretamente com o gestor do projeto pelo telefone (84) 99654-8777 ou pelo e-mail [email protected]. Detalhes adicionais também estão disponíveis no site material.rn.sebrae.com.br/leite-genetica.

