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Microempresas sustentam saldo positivo do emprego no RN em 2025, aponta Boletim do Emprego elaborado pelo Sebrae-RN

Mesmo com desaceleração em relação a 2024, pequenos negócios mantêm protagonismo na geração de vagas formais no estado
Por Redação
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A geração de empregos nas microempresas foi decisiva para garantir um saldo positivo no mercado de trabalho formal do Rio Grande do Norte em 2025, mesmo em um cenário de desaceleração quando comparado ao ano anterior. Os pequenos negócios exercem papel central na dinâmica do emprego, sustentando o resultado anual e reafirmando sua importância para a economia potiguar.

É o que revela o Boletim do Emprego 2025, documento elaborado pelo Sebrae-RN com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O Boletim o mostra que, apesar de um ritmo menor de crescimento em relação a 2024, o estado conseguiu encerrar o ano com desempenho positivo na geração de vagas formais, com 15.870 impulsionado principalmente pelas micro e pequenas empresas.

Pequenos negócios seguem como base do emprego formal

A análise por porte evidencia que os empreendimentos de menor porte continuam sendo os principais responsáveis pela movimentação do mercado de trabalho no estado. As microempresas concentraram maior número de admissões ao longo do ano e exerceram papel fundamental para compensar o menor dinamismo observado em segmentos mais sensíveis ao custo do crédito e à retração dos investimentos.

Esse comportamento reforça uma tendência observada nos últimos anos, de que mesmo em cenários de maior cautela econômica, os pequenos negócios mantêm capacidade de adaptação e seguem como vetor de geração de oportunidades.

No recorte mensal, dezembro de 2025 apresentou saldo negativo de 5.306 postos de trabalho, resultado de 15.879 admissões e 21.185 desligamentos. O estoque de empregos com carteira assinada no estado encerrou o mês em 551.947 vínculos ativos.

Historicamente, dezembro é marcado por desaceleração do mercado de trabalho, em função da sazonalidade e do encerramento de contratos temporários. Em 2025, no entanto, o ajuste foi um pouco mais intenso do que o observado em outros anos, sem comprometer o desempenho positivo acumulado no ano.

Setores com melhor desempenho no ano

De acordo com o saldo acumulado de 2025 por setor, os Serviços (5.218) se destacaram como o principal segmento na geração de empregos formais no Rio Grande do Norte, impulsionados pela forte presença de pequenos negócios e pela diversidade de atividades econômicas. A Indústria (5.036) e o Comércio (4.722) também apresentaram contribuição relevante ao longo do ano, especialmente nos meses de maior movimentação econômica, mantendo papel importante na absorção de mão de obra.

Setores com menor dinamismo

Por outro lado, a Agropecuária (1.093) e a Construção Civil (-208) registraram desempenho mais moderado na geração de empregos em 2025. Esses segmentos foram impactados por fatores como maior cautela nos investimentos, custos elevados e crédito mais restrito, o que refletiu em menor intensidade nas contratações ao longo do ano, conforme indicado pelo boletim.

Para o superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, os dados do Boletim do Emprego 2025 confirmam a força dos pequenos negócios na sustentação do mercado de trabalho potiguar.

“Mesmo em um ano com resultado menor em relação a 2024, as pequenas empresas continuam sendo as protagonistas da geração de empregos no Rio Grande do Norte. São elas que sustentam o saldo positivo do ano e garantem a base do emprego formal no estado. Isso reforça a importância de políticas de apoio para que esse segmento siga gerando oportunidades”, destaca.

Segundo Zeca, o cenário exige atenção e planejamento, sendo um momento de ajuste no ritmo de crescimento, no qual os pequenos empreendimentos seguem desempenhando papel estratégico para o desenvolvimento econômico do estado.

Em dezembro de 2025, na distribuição geográfica, São Gonçalo do Amarante, São Miguel do Gostoso, Extremoz e São Bento do Norte registraram saldo positivo na geração de emprego, enquanto Natal, Parnamirim e Mossoró foram os que mais demitiram.

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