Representantes de ecossistemas de inovação de todas as regiões do Rio Grande do Norte participam, nessa quarta (20) e quinta-feira (21), em Mossoró, do III Encontro Estadual dos Ecossistemas Locais de Inovação (ELIs). Realizado no Hotel VillaOeste, o evento promove conexões entre os diversos atores envolvidos na pauta da inovação e busca fortalecer estratégias capazes de tornar os territórios potiguares mais inovadores, competitivos e favoráveis ao desenvolvimento de novos negócios.
A iniciativa é promovida pelo Ecossistema Local de Inovação, em parceria com o Sebrae-RN, e reúne representantes da chamada quádrupla hélice da inovação, formada por instituições de ensino, setor produtivo, poder público e sociedade civil organizada.
Ao longo da programação, os participantes discutem temas considerados estratégicos para o fortalecimento dos ecossistemas. O evento começou com abertura e apresentação do Matchmaking, com as mesas Como atrair o setor produtivo para o Elis, Lei de Inovação, Oportunidades aos Parques Tecnológicos do RN e fontes de financiamento para inovação. No Pint of Branding, houve a apresentação dos ELIs. Na programação desta quinta-feira, houve visitas técnicas e momentos voltados à troca de experiências entre os territórios.

De acordo com a analista técnica da Unidade de Negócios, Inovação e Tecnologia do Sebrae-RN, Algéria Varela, o encontro surge como espaço de conexão, formação e compartilhamento de práticas exitosas desenvolvidas em diferentes regiões do estado.
“Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com 11 ecossistemas, sendo nove territoriais e dois setoriais, voltados à construção civil e ao agro. Esse encontro é um momento de troca, de entender o que está dando certo em determinados territórios e como essas experiências podem inspirar outras regiões. No fim do dia, queremos que esses atores se conectem e levem insights capazes de fortalecer os seus ecossistemas”, destaca.
Segundo a analista, a proposta dos ecossistemas vai além do estímulo à inovação tecnológica. “O ecossistema é uma forma de inovação territorial. Ele promove transformação nas cidades por meio de políticas públicas, surgimento de startups, fomento, conexões e ações que fortalecem o ambiente de inovação local”, acrescenta.
O encontro também busca estimular o compartilhamento de boas práticas entre os territórios potiguares. Municípios como Currais Novos, Caicó, Natal, Pau dos Ferros e Mossoró foram destacadas durante o evento por iniciativas voltadas ao fortalecimento da inovação e do empreendedorismo.
Integração
Para o empresário Gabriel Buarque, fundador da startup Indicaí, o evento contribui para aproximar startups e empreendedores das oportunidades existentes dentro dos ecossistemas de inovação do estado.
“O encontro ajuda as startups a entenderem melhor os benefícios e as oportunidades existentes dentro desses ecossistemas. Tivemos contato com empresários de diferentes regiões, trocamos experiências e construímos conexões muito importantes. Esse networking e os insights gerados durante as mesas fazem muita diferença para quem empreende”, afirma.

A participação das universidades também foi apontada como fundamental para o fortalecimento dos ecossistemas locais de inovação. Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Taciano Morais Silva, destacou o papel das instituições acadêmicas na geração de conhecimento, formação de talentos e desenvolvimento de soluções capazes de impulsionar os territórios. O docente representa a Rede Inova Caicó e o CERES/UFRN.
“As universidades têm um papel estratégico dentro dos ecossistemas de inovação porque ajudam a produzir conhecimento, gerar dados, estimular a cultura da inovação e aproximar os alunos dos desafios e oportunidades existentes nos territórios. A presença da academia nesses espaços reforça o compromisso das instituições de ensino com o desenvolvimento regional”, ressalta o professor.
Segundo ele, quando os ecossistemas compartilham suas experiências e boas práticas, os territórios que ainda estão em estágio inicial conseguem se inspirar e adaptar essas ações à sua realidade. “Isso permite um desenvolvimento mais rápido e inteligente dos ecossistemas”, ressalta.

