ASN RN
Compartilhe

Parceiros e gestores planejam as ações do AgroNordeste em Natal

A meta do AgroNordeste é impulsionar o desenvolvimento econômico, social e sustentável do meio rural da região do semiárido, atendendo 558 municípios dos nove estados região e parte de Minas Gerais
Por Redação
ASN RN
Compartilhe

Parnamirim – O desafio de desenvolver ações previstas pelo Programa AgroNordeste em plena pandemia foi encarado pelo Sebrae e outros sete parceiros estratégicos, como a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste, que têm como meta desafiadora atender, em 40 meses, 558 municípios dos nove estados região e parte de Minas Gerais, dos quais 230 priorizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), quando do lançamento em 2019. A meta é impulsionar o desenvolvimento econômico, social e sustentável do meio rural da região do semiárido. 

As ações que visam impactar uma população rural estimada em 1,7 milhão de pessoas foram discutidas em um encontro entre gestores e parceiros do Agronordeste durante dois dias – terça e quarta-feira – dentro da programação da Agência Sebrae Festa do Boi, que prossegue até o próximo sábado (20), no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim.

O encontro foi aberto pelos diretores do Sebrae-RN, José Ferreira de Melo Neto (superintendente) e João Hélio Cavalcanti (técnico), e contou com a gestora nacional do Programa Agronordeste, Newman Costa, o gerente-adjunto da Unidade de Competitividade do Sebrae, Carlos Eduardo, o presidente da Federação da Agricultura do Estado – FAERN/Senar-RN, José Álvares Vieira, o diretor técnico do Agronordeste/MAPA, Paulo Mello, e o superintendente do Banco do Nordeste da Paraíba (Agronordeste), Keke Rosberg.

O diretor técnico do Sebrae-RN, João Hélio Cavalcanti, destacou que apesar dos avanços consideráveis, há muito trabalho para se promover o desenvolvimento sustentável e econômico dos produtores do semiárido e fortalecer as cadeias produtivas. “É muito importante essa integração proporcionada pelo programa que nos faz avançar de forma mais acelerada, aumentando as entregas aos produtores”, afirma João Hélio.

A gestora nacional do Programa Agronordeste, Newman Costa, lembrou que o programa contempla 13 segmentos prioritários, como caprinovinocultura, fruticultura, apicultura, avicultura, ostreicultura e outros do semiárido brasileiro. “O grande desafio em 2020 veio com o advento da pandemia que exigiu muita criatividade para identificarmos ferramentas capazes de nos conectar com o público do meio rural. De forma remota, os produtores puderam acessar ferramentas para ajuda-los na gestão dos negócios rurais. Neste ano retornamos ao campo para estar junto com esse público, porque o presencial é que de fato provoca a mudanças”, explica.

Newman Costa lembra que foi preciso mudar as estratégias, visando garantir o apoio ao produtor para a melhoria da sua produtividade e comercialização em feiras de negócios, além de implementar inovações capazes de potencializar as atividades da propriedade rural. “A nossa equipe está comprometida para que os resultados aconteçam, em que pese todas as adversidades enfrentadas nos dois últimos anos”, afirma.

O gerente-adjunto da Unidade de Competitividade do Sebrae, Carlos Eduardo, destaca que o programa é capaz de mudar a realidade de pessoas e de territórios do seminárido. “O Agronordeste é um programa extremamente estratégico, com impactos importantes nos pequenos negócios do campo, que faz a diferença na vida do produtor rural”, afirma Carlos Eduardo.

O superintendente do Banco do Nordeste da Paraíba (Agronordeste), Keke Rosberg, afirmou que o encontro foi uma grande oportunidade de integração e troca de experiências das ações e melhores práticas dos produtores. “Pudemos avaliar o que está sendo feito em todos os estados e que pode ser replicado. É uma troca de experiências exitosas”, afirma.

O presidente do Sistema FAERN/Senar-RN, José Vieira, destacou que cerca de 80% das propriedades atendidas no RN são minifúndios, abaixo de um módulo fiscal, variando de extensão de município para município. “O pequeno agricultor precisa muito desse apoio, principalmente diante das dificuldades como a pior seca dos últimos tempos de estiagem. Tudo isso, impacta nos resultados do programa. Alguns produtores deixam a atividade ou vendem parte do rebanho para salvar a outra parte, quando trabalha com a bovinocultura de leite”, relata Vieira, lembrando as dificuldades na aquisição e insumos, como fertilizantes e defensivos agrícolas, que estão extremamente caros e escassos.

Vieira defende que o Brasil precisa definir uma política agrícola para garantir o apoio aos pequenos produtores no plantio e na colheita, principalmente na agricultura de sequeiro. “Tem que haver uma assistência continuada para que o produtor se sinta apoiado e não desanime”, defende