Natal – Um dos erros recorrentes entre os negócios enquadrados na categoria de Microempreendor Individual (MEI) é juntar finanças pessoais com as da empresa. Essa desorganização é a apenas uma das situações que não deve integrar a rotina de quem busca acesso ao crédito. Mas muitos empresários donos de negócios formalizados como MEI já perceberam isso e viram que planejamento, finanças em dia e uma boa orientação são decisivos para conquistar o almejado empréstimo.
Um exemplo de uso bem planejado dos recursos conquistados via financiamento para desenvolvimento do negócio vem da empresária Ana Beatriz Gomes, de 20 anos que possui uma loja virtual no Instagram, a Use Turquesa (https://www.instagram.com/_useturquesa/). Formalizada como MEI, a jovem participou do seminário Empretec, promovido pelo Sebrae, guardou as lições e viu a hora de colocar em prática os conhecimentos adquiridos. Com as orientações, buscou um empréstimo na Agência de Fomento e conseguiu pouco mais de R$ 8 mil para aplicar na loja.
“Queria alavancar o meu negócio, aumentar o estoque e trazer mais novidades. Fiz um planejamento. Comprei produtos em promoção em São Paulo e tracei estrategicamente as lojas de onde eu queria roupas. E com esse dinheiro, comprei coleções estratégicas para vários meses, não foi só pra gastar e comprar tudo aleatoriamente. Então, o dinheiro foi revestido em produto de coleções futuras para não precisar me preocupar em ficar buscando mercadorias”, conta. Segundo ela, os recursos deram uma alavancada no negócio.
“Foi um empréstimo praticamente é sem juros. A pessoa pagando em dia e com isso eu consegui alavancar, consegui focar em outras coisas durante o meu negócio praticamente dupliquei, tripliquei os meus seguidores na rede social, pois investi muito em marketing”.
Também no ramo de vestuário, o empreendedor André Teixeira, proprietário da AF Store (https://www.instagram.com/afstorebr_/), foi outro que utilizou dinheiro financiado para desenvolver a empresa. “Veio a necessidade de ampliar o negócio, investir em mais mercadorias, podendo expandir a divulgação virtual da loja. O crédito da AGN foi muito importante, viável pra o meu planejamento. É bom esse incentivo do governo para o microempreendedor ter acesso ao crédito, desburocratizado e em um prazo adequado à realidade”.
A loja funciona virtualmente no segmento de roupas e acessórios da moda masculina, em que o cliente escolhe os produtos via redes sociais e recebe o produto em casa ou retira no espaço físico. “Diante desse cenário que o mundo está vivendo o processo de modernização foi acelerado e o mercado virtual cresceu bastante, tem sido muito gratificante e desafiador”, diz o empresário.
Linha de produção
Já Maria Vanessa Santos buscou crédito para melhorar a linha de produção. A empreendedora é dona dos Salgadinhos da Neide e recorreu a uma linha de crédito especial da AGN, a CredJovem, que oferece financiamentos de até R$ 12 mil para estimular empreendedorismo e apoio a negócios protagonizados por jovens. O candidato passa por triagem e participa de capacitação e acompanhamento da execução do plano de negócio.
“A gente tinha um grande sonho de comprar o maquinário especializado para nossa produção de salgados, que elevaria a nossa produção em mais de quarenta vezes. Conseguimos R$ 10 mil, com taxas de juros maravilhosas, praticamente zero. Ajudou demais”. O maquinário chegou no fim do ano passado e ampliou a produção diária. “Tivemos condições de atuar no mercado de forma mais competitiva porque conseguimos oferecer um preço melhor para os nossos clientes”, revela Vanessa Vieira. A empresa atende pedidos via Instagram (https://www.instagram.com/salgadinhosdaneide/).
