Natal – As exportações do Rio Grande do Norte se mantiveram em alta em setembro, mas ainda foram insuficientes para suplantar o forte impacto gerado pela pandemia. Entre janeiro e setembro, os envios de produtos para o mercado internacional acumulam uma queda de quase 49% no comparativo com o mesmo intervalo do ano passado, reduzindo os volumes de operações de US$ 269,8 milhões para US$ 180,8 milhões. Entretanto, as importações no período apresentaram alta de aproximadamente 10% no período, crescendo de US$ 121,6 milhões, em 2019, para US$ 134 milhões este ano.
Por isso, o saldo da balança comercial potiguar nos nove primeiros meses de 2020 é positivo e superavitado em US$ 46,7 milhões. Esse montante, entretanto, é 68% menor que o volume registrado nos nove primeiros meses de 2019 (US$ 147,6 milhões), um decréscimo de quase US$ 101 milhões.
Em setembro deste ano, as exportações atingiram o patamar de US$ 26,2 milhões – 109% maior que as de agosto. Já as importações, que vinham de uma queda, tiveram um aumento de 63% de um mês para o outro, ficando em US$ 20,8 milhões. Por isso, o saldo do mês, que é a diferença entre o as exportações menos as imprtações, foi de US$ 5,3 milhões. As informações foram processadas pela Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae no Rio Grande do Norte com base nos dados doa Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia.
No acumulado dos nove meses, os produtos mais exportados foram os melões (US$ 42 milhões), o sal marinho (US$ 25,7 milhões), óleo combustível (US$ 15,7 milhões), melancias (US$ 12,3 milhões), produtos de origem animal para alimentação não humana (US$ 9,3 milhões) e os mamões (US$ 6,3 milhões). Os principais destinos dessas mercadorias foram os Estados Unidos, que lideram o comércio com o RN com um volume de negócios da US$ 44 milhões, seguidos da Holanda, Espanha, Reino Unido e Cingapura.
No mesmo período, as compras de misturas de trigo e centeio lideram as importações do Rio Grande do Norte entre janeiro e setembro. Foram negociados com a aquisição desses produtos US$ 46,8 milhões nesse tempo. O segundo item mais importado no estado foram os transformadores dielétricos, com um volume de US$ 3,8 milhões, seguidos das máquinas de moldar artigos de papel (US$ 3,2 milhões). O coque de petróleo ocupa a quarta posição no ranking, com uma negociação de US$ 2,8 milhões, seguido dos polímeros de etileno (US$ 2,8 milhões).
A argentina permanece na liderança de país que mais vende para o Rio Grande do Norte. Este ano, a nação vizinha já negociou mais de US$ 36,3 milhões com o estado. A China já é o segundo maior parceiro comercial potiguar, com um volume importado da ordem de US$ 19,7 milhões. Os Estados Unidos vêm logo em seguida com um montante de US$ 18,6 milhões e depois a Espanha (US$ 13,5 milhões).
