ASN RN
Compartilhe

Sebrae realiza 27 mil atendimentos durante afastamento social

A procura está relacionada à busca dos empreendedores por soluções para manter o negócio em meio à crise. O destaque vai para os atendimentos por meios digitais
Por Redação
ASN RN
Compartilhe

João Hélio relaciona a busca por informações sobre empreendedorismo à alta no desempregoNatal – A busca dos empreendedores por informação e orientação disparou durante o distanciamento social e as medidas de restrição à circulação de pessoas para conter a contaminação ao novo coronavírus (Covid-19). O Sebrae no Rio Grande do Norte divulgou, nesta segunda-feira (11), um relatório com o quantitativo de atendimentos, que chegara, no primeiro quadrimestre do ano a 50,3 mil, sendo 27,1 mil atendimentos somente nos meses de março e abril quando começaram a vigorar os decretos com as restrições.

O maior quantitativo de atendimentos está diretamente ligado ao porte das empresas.  Os empreendimentos de menor porte foram os que mais recorreram ao Sebrae para encontrar saídas diante do cenário de retração financeira. Os Microempreendedores Individuais (MEI) representaram 44,6% do total de empreendedores atendidos. As microempresas (ME) – cujo faturamento anual gira entre R$ 81 mil e R$ 360 mil – somaram 11,2, enquanto as empresas de pequeno porte (EPP) apenas 3%. Essas últimas empresas são aquelas que conseguem ter receitas totais entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões por ano.

Atendimentos por segmento de atividadesOs potenciais empreendedores – pessoas que planejam abrir um negócio – também foram alvo das orientações, com 37,6% do total de atendimentos. Já os produtores rurais representaram 3,6% dos atendimentos. Os setores que mais recorreram à ajuda do Sebrae foram as empresas do setores de comércio e serviço, contabilizando 7.164 empresas e 6.848 estabelecimentos respectivamente. O Sebrae atendeu ainda 3.020 indústrias e 1.138 propriedades rurais ligadas ao agronegócio.

Nesse período, o Sebrae realizou 4.586 consultorias, que totalizam 30.978 horas de consultoria técnica individualizada aos empreendedores do Rio Grande do Norte. Também prestou 37 mil atendimentos com orientação técnica, além de repasse de informações, rodadas de negócios, palestras, cursos, oficinas e seminários.

Esse conhecimento buscado pelo empreendedor foi principalmente na área de normas e legislação – mais de 17,3 mil atendimentos. A área de empreendedorismo foi a segunda mais demandada nesse período (7,3 mil atendimentos), seguida pela inovação (4,9 mil atendimentos) e finanças (2,9 mil atendimentos).

“Essa busca por informações sobre como empreender está muito relacionada com a alta no desemprego diante dessa crise. Muitas pessoas estão sendo dispensadas do trabalho ou com possibilidade de demissão, então já estão se planejando para utilizar essas verbas rescisórias na abertura de um negócio para ter uma fonte de renda”, analisa do diretor técnico do Sebrae- RN, João Hélio Cavalcanti.

Um dos destaques foi o crescimento dos atendimentos via canais remotos que registraram um aumento substancial do início do ano para cá, muito em função do isolamento social, e representam 48,5% de todos os atendimentos realizados nos quatro primeiros meses do ano, totalizando mais de 24 mil atendimentos.  As interações home office também tiveram crescente, passando 2,9 mi no primeiro mês de adoção das medidas restritivas para 6,9 mil em abril.