Natal – Aproveitar a aposentadoria e descansar que nada! Boa parte dos potiguares com mais de 50 anos pensa mesmo é em empreender ou continuar à frente dos negócios. É o que revela um levantamento feito pelo Sebrae. O estudo mostra que uma parcela de 23% dos Microempreendedores Individuais (MEI) do Rio Grande do Norte que trabalham por conta própria está enquadrada nessa faixa etária, os chamados empreendedores seniores.
Eles representam quase um terço de todos os empreendedores registrados como MEI no estado, incluindo tanto os que ainda estão em atividade quanto os inativos – aqueles que possuem a empresa ativa, porém não atuam. Os seniores já superam em quantitativo os jovens empreendedores. Isso porque os que têm até 29 anos representam somente 20% dos microempreendedores do RN. A predominância fica com os microempreendedores na faixa dos 30 anos aos 49 anos, que somam 43% do total de formalizados no Estado.
Na opinião da gestora do MEI no RN, Ruth Suzana Maia, o empreendedorismo tem sido uma opção para aqueles de meia idade que desejam se manter produtivos e continuar dando resultados para o mercado.
“Esses dados apresentados pela pesquisa só revelam uma tendência de alta nesse perfil de empreendedores. Com a expectativa de vida aumentando, as pessoas tendem a se sentir em plenas condições de continuar produzindo e dando resultados porque carregam anos de experiência que, em muitos casos, os jovens ainda não têm. Sem contar que as oportunidades que o mercado de trabalho disponibiliza para esse público ainda são inversamente proporcionais ao envelhecimento da população no país”, constata Ruth Maia.
A pesquisa foi realizada pelo Sebrae Nacional no ano passado e ouviu mais de 10,3 mil microempreendedores de todo o país. O índice de confiança nos resultados é de 90% com margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos.
Categoria Jurídica
Microempreendedor Individual são aqueles profissionais autônomos que registram um faturamento anual de até R$ 81 mil. Em geral, são profissionais que prestam serviços simples, mas não recolhem tributos e, por isso, deixam de ter cobertura previdenciária e acesso a políticas de fomento empresariais. No Rio Grande do Norte já são mais 124 mil negócios enquadrados nessa categoria jurídica.
Ao se registrar como MEI, o empreendedor passa a ter um número de Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas (CNPJ); Inscrição Estadual em caso de comércio, indústria, transporte intermunicipal ou interestadual; e Inscrição Municipal quando prestar serviços. Isso serve para comprar, vender e até participar de licitações.
Igualmente, ao se formalizar, o empresário terá direito aos benefícios da Previdência Social. Por exemplo, poderá contar com aposentadoria por idade, auxílio doença, licença maternidade e outros auxílios que tem como base o salário mínimo. Além disso, a formalização permite fazer empréstimos bancários com taxas bem menores que as praticadas para as pessoas físicas. Pode também emitir Notas Fiscais para todas as vendas.
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