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GO!RN orienta empresas sobre estruturação de projetos de inovação

Especialista da Finep apresentou estratégias para estruturar projetos, avaliar o mercado e acessar recursos para inovação
Por Especial GO!RN 2026
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Transformar uma ideia inovadora em um projeto capaz de chegar ao mercado e acessar recursos de fomento exige mais do que uma boa solução tecnológica. Pesquisa, conhecimento do mercado, definição do modelo de negócio e escolha adequada das fontes de financiamento estão entre os pontos essenciais desse processo. O tema foi abordado nesta sexta-feira (18), durante a oficina “Elaboração e Execução de Projetos de Inovação”, realizada na programação do GO!RN 2026, no Centro de Convenções de Natal.

Conduzida pelo analista da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Richard Corrêa, a oficina reuniu orientações para a submissão e execução de projetos de inovação tecnológica, especialmente voltadas para empresas de base tecnológica. Entre os principais pontos apresentados, Richard destacou a importância de compreender profundamente não apenas a tecnologia que se pretende desenvolver, mas também o problema que ela busca solucionar.

“A palavra-chave é pesquisar. É preciso conhecer a fundo o problema, as soluções que já existem e o mercado. Não adianta investir tempo e dinheiro em um produto ou serviço se depois você não consegue transformá-lo em um negócio”, destacou.

Segundo o analista, conhecer os atores que já atuam no mercado também é fundamental antes de definir como uma nova tecnologia será explorada comercialmente. Em vez de necessariamente concorrer com empresas estabelecidas, negócios inovadores podem encontrar oportunidades atuando como fornecedores de tecnologia para esses players.

A estratégia pode permitir que uma empresa de base tecnológica concentre esforços naquilo que constitui sua principal competência, enquanto parceiros já estabelecidos assumem etapas como distribuição, logística ou comercialização.

“Se o empreendedor é um fornecedor de tecnologia e essa é a competência dele, precisa focar nisso. Muitas vezes, a melhor solução é fornecer o produto ou a tecnologia para quem já tem estrutura para comercializar”, explicou.

A discussão também contou com a participação da analista técnica da Unidade de Negócios, Inovação e Tecnologia do Sebrae-RN, Algéria Varela. Na ocasião, ela destacou a atuação do Sebrae-RN em parceria com instituições de fomento para ampliar o acesso de pequenos negócios e pesquisadores a recursos destinados à inovação.

Algéria ressaltou ainda que essa articulação tem contribuído para aproximar projetos e empresas potiguares de instrumentos de apoio e financiamento, criando condições para que soluções inovadoras avancem do desenvolvimento para o mercado.

A escolha da fonte de financiamento também esteve entre as orientações apresentadas durante a oficina. Richard chamou atenção para a necessidade de o empreendedor compreender primeiro quais recursos realmente precisa para executar o projeto e, somente a partir disso, buscar o instrumento mais adequado.

“O financiamento adequado não necessariamente é aquele que dá mais dinheiro. É aquele que oferece os recursos necessários para aquilo que você realmente precisa e no tempo em que precisa”, afirmou.

Entre as possibilidades estão instrumentos de fomento à inovação, como recursos de subvenção econômica, além de outras modalidades de apoio e investimento. A escolha, segundo Richard, deve considerar as características e o estágio de desenvolvimento de cada projeto.

A orientação reforça a importância do planejamento antes mesmo da submissão a um edital. Saber quanto será necessário, onde os recursos serão aplicados e qual caminho o negócio pretende percorrer após o desenvolvimento da tecnologia são questões que precisam estar claras desde a elaboração da proposta.

Formação para diferentes públicos

Além das orientações técnicas, Richard destacou a diversidade de públicos presentes no GO!RN 2026 e a importância de aproximar estudantes, empreendedores, pesquisadores e representantes da academia das discussões sobre inovação. Para o analista, a presença dos estudantes tem papel especialmente importante na formação de uma nova geração interessada em ciência e tecnologia.

“Essa semente lançada para os estudantes é fundamental para que eles se interessem em continuar estudando e, principalmente, em seguir pelo caminho da ciência e da tecnologia”, ressaltou.

Sobre o GO!RN

Promovido pelo Sebrae-RN e correalizado por mais de 40 instituições do ecossistema potiguar de startups, o GO!RN reunirá empresas de tecnologia e de setores tradicionais, startups, investidores, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas. Serão mais de 250 atividades, entre palestras, oficinas, painéis, rodadas de negócios e experiências interativas.

Os conteúdos estarão distribuídos em 13 eixos temáticos, que incluem captação de recursos, expansão de mercados, estratégias de negócios, marketing, vendas, experiência do usuário, tecnologia, liderança, impacto social, diversidade e empreendedorismo gamer, além de atividades práticas no Sebraelab.