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Negócios inovadores da moda são premiados no GO!RN 2026 após jornada de aceleração

Empresas participaram do InovAtiva de Impacto Socioambiental, com foco em soluções para a cadeia produtiva industrial de moda e confecção sustentável
Por Especial GO!RN 2026
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Negócios inovadores que atuam na cadeia produtiva da moda foram premiados durante a programação do GO!RN 2026. As empresas participaram de uma jornada de aceleração promovida pelo InovAtiva de Impacto Socioambiental, programa voltado ao fortalecimento de negócios inovadores com potencial de gerar impacto positivo. O ciclo foi encerrado com um Demoday, realizado em palco do evento, com apresentação de pitches e anúncio dos vencedores.

No Rio Grande do Norte, o ciclo 2026 do programa foi direcionado a projetos relacionados à cadeia produtiva industrial de moda e confecção sustentável. As empresas que chegaram à etapa final foram selecionadas entre mais de 400 negócios inscritos e passaram por cinco meses de atividades de aceleração.

Participaram do Demoday seis negócios: Collabstich, Diná Educa, LIBÉRTECCE – Economia Circular na Moda, Linha Tex, Sabugi Ambiental e Virô Bolsas Sustentáveis.

João Carlos, representando a LIBÉRTECCE no Demoday InovAtiva 2026.

A LIBÉRTECCE conquistou o primeiro lugar, seguida pela Linha Tex, em segundo, e pela Sabugi Ambiental, na terceira colocação. Os três negócios receberam premiação financeira. O primeiro lugar foi contemplado com R$ 20 mil; o segundo, com R$ 10 mil; e o terceiro, com R$ 5 mil.

A escolha envolveu três critérios: a nota obtida no processo de seleção para ingresso no programa, a participação nas atividades ao longo da aceleração, medida por meio de gamificação, e a avaliação final realizada pela banca durante o Demoday.

O InovAtiva de Impacto Socioambiental é realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Sebrae Nacional e Escola Nacional de Administração Pública (Enap). A execução é da Fundação CERTI e do Impact Hub Brasil. No Rio Grande do Norte, o ciclo contou ainda com a parceria do Governo do Estado e do Sebrae-RN.

Para Mona Nóbrega, gerente de Negócios de Impacto do Sebrae-RN, o programa amplia as possibilidades de desenvolver soluções para desafios concretos da cadeia produtiva da moda no estado.

“O Rio Grande do Norte tem uma economia de impacto em expansão e tivemos a oportunidade de pensar soluções inovadoras e de impacto socioambiental positivo para a cadeia da moda. O InovAtiva veio fortalecer esse ecossistema, trazendo inovação para desafios existentes e aproximando essas soluções do mercado”, destaca.

Representando a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação do Rio Grande do Norte, Bianca de Paula destacou o ambiente favorável ao desenvolvimento dos negócios de impacto no estado. Ela ressaltou a atuação conjunta entre instituições e empreendedores e lembrou que o Rio Grande do Norte foi pioneiro na criação de uma política estadual voltada aos negócios de impacto.

Tecnologia e economia circular entre os premiados

Segundo colocado, o Linha Tex desenvolve uma plataforma de gestão inteligente voltada à produção têxtil. A solução busca digitalizar processos ainda realizados manualmente por fábricas de confecção e permitir o acompanhamento, em tempo real, de indicadores como eficiência e produtividade.

Lucas Guedes, da Linha Tex, garantiu o segundo lugar.

Para Lucas Guedes, representante da empresa, a participação no InovAtiva contribuiu diretamente para o amadurecimento do negócio. “A experiência foi sensacional. Durante esses meses tivemos acompanhamento, suporte e mentorias que ajudaram e ainda vão ajudar a impulsionar o nosso negócio”, afirma.

Vencedora do ciclo, a LIBÉRTECCE atua com economia circular e reciclagem de resíduos têxteis sintéticos, especialmente poliéster, poliamida e elastano. A empresa, originária do Rio Grande do Sul, desenvolveu uma tecnologia para receber resíduos da indústria da confecção e transformá-los em novos produtos e matérias-primas.

Teude Andrade e João Carlos, representantes da empresa, explicam que a solução nasceu a partir de um problema identificado dentro da própria indústria da confecção.

“Diante dessa problemática que vivenciamos no nosso próprio negócio, desenvolvemos a tecnologia e criamos a LIBÉRTECCE. Hoje disponibilizamos nossa estrutura para receber esse resíduo da indústria geradora e devolvê-lo na forma de novos produtos e matérias-primas, dentro de um conceito de economia circular”, explicam.

Para os empreendedores, a participação no programa também abriu espaço para novas conexões. Durante o GO!RN, a empresa teve contato com negócios que enfrentam justamente o problema da geração e destinação de resíduos têxteis.

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