Natal – Quem planeja uma viagem, antes de decidir sobre o destino a ser definido, faz pesquisas na internet para comparar preços, verificar opções de entretenimento, disponibilidade de leitos, atrativos naturais e históricos. Quando as opções disponíveis oferecem relação custo-benefício semelhante, o que tende a pesar na decisão são as indicações e as recomendações de outros viajantes.
Não tem jeito, a experiência vivida pelo turista ao longo da jornada são determinantes para atrair um maior fluxo de
visitante para o destino. Por isso, os empreendimentos ligados às atividades do setor, poder público e a governança local devem
pensar na integração de atrativos, serviços e produtos turísticos que, conjuntamente, possam proporcionar vivências boas para quem visita o destino e gerar mais negócios.

As estratégias para que gestores públicos e empreendedores usem a experiência turística como diferencial competitivo para o destino foram as principais abordagens que o Sebrae levou ao 14° Fórum de Turismo do RN, realizado nesta quinta-feira (27), no hotel Serhs, na Via Costeira de Natal.
“As experiências turísticas podem ser um diferencial competitivo de empresas e destinos para encantar os visitantes e atrair outros turistas. É importante que os destinos tenham uma presença digital e disponibilizem conteúdos que facilitem a pesquisa do viajante, mas quando a decisão sobre o lugar já está tomada, aí é que faz diferença as experiências oferecidas para este visitante”, explica o gestor do Projeto de Turismo do Sebrae-RN, Yves Guerra.
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No evento, o tema foi apresentado pela coordenadora do Projeto de Turismo do Sebrae Nacional, Ana Clévia Guerreiro, que ministrou a palestra “Experiências Turísticas como Diferencial Competitivo de Empresas e Destinos”. O Fórum de Turismo tem o apoio do Sebrae no Rio Grande do Norte desde a primeira edição e representa um momento para repensar os desafios do setor no estado.
E refletir se a jornada vivida pelo visitante que chega ao destino Rio Grande do Norte tem sido mais positiva que negativa foi o cerne do conteúdo que Ana Clévia expôs no evento. “Qualquer destino é composto por um conjunto atrativos turísticos, porém, é feito também pelos serviços que são oferecidos pela iniciativa privada – do meio de hospedagem ao restaurante – e, principalmente, pelos serviços públicos existentes”, afirma.
Quando fala sobre serviço público, a especialista se refere às condições do aeroporto, estradas, acessos, limpeza urbana, sinalização dos equipamentos turísticos e vias. Esses itens de responsabilidade do setor público também compõem a parte da jornada do turista no local de destino e precisam estar integrados aos demais produtos turísticos ofertados. Isso causa uma experiência positiva e torna-se um diferencial competitivo frente aos destinos concorrentes.
“Quando analisamos a jornada como um todo, percebemos que há um limite do que é responsabilidade do poder público e do serviço oferecido pela iniciativa privada. Há alternância entre o que é de atribuição pública e privada. E essa ligação entre si é que vai resultar em satisfação ou insatisfação por parte do turista”, explica Ana Clévia.
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O Fórum tem o propósito de ser um ambiente de integração entre todos os elos da cadeia de promoção de debates e reflexões sobre os desafios e tendências. O objetivo é contribuir para o avanço do turismo no estado do Rio Grande do Norte.
Programação
O evento contou com uma programação bastante diversificada. O Encontro das IGRs foi a primeira atividade do dia, na qual Marília Gonçalves (Consultora da Start), Solange Portela (Subsecretária de Política e Gestão Turística do RN), Júnior Câmara (IGR Costa das Dunas) e Janaína Medeiros (IGR Seridó) discutiram o “Processo de Regionalização do Turismo do Rio Grande do Norte”.

Outro momento importante foi o lançamento dos Planos de Ação Territoriais do Litoral Sul e Mato Grande Norte – Programa de Desenvolvimento Territorial do Banco do Nordeste (PRODETER), com a participação de Thiago Dantas e Silva, Superintendente do Banco do Nordeste no RN. Outros temas importantes também fizeram parte da programação, como “Marketing Digital: Como Posicionar seu Destino e Atrair mais Turistas”, ministrada por Thiago Akira, consultor de Marketing Digital no Turismo. O encerramento ficou a cargo de Marcos Nascimento, professor e geólogo, que falou sobre o Geoparque Seridó destacando suas “Conquistas e Desafios em 1 Ano como Patrimônio da Unesco”.

“Quando analisamos a jornada como um todo, percebemos que há um limite do que é responsabilidade do poder público e do serviço oferecido pela iniciativa privada. Há alternância entre o que é de atribuição pública e privada. E essa ligação entre si é que vai resultar em satisfação ou insatisfação por parte do turista”, explica Ana Clévia.