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Microempresas potiguares criam 1.274 novos empregos em março

As empresas de menor porte foram as únicas que abriram novas vagas no Rio Grande do Norte no terceiro mês do ano. Geraram 1.274 novos postos de trabalho, mas não supriram os déficits das demais.
Por Redação
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Natal – Os pequenos negócios do Rio Grande do Norte seguem apresentando os melhores resultados na geração de empregos com carteira assinada no ano de 2022 e têm sido fundamentais para minimizar os déficits de vagas, que são encerradas mensalmente sem reposição no estado. Em março, as microempresas foram as únicas a criar novos empregos. Essas organizações de menor porte geraram 1.274 novos postos de trabalho formal no RN. Porém, o bom desempenho do segmento não foi suficiente para suplantar a perda de vagas registrada nas demais empresas. Com isso, o saldo de emprego no estado no terceiro mês do ano foi negativo em 1.069 vagas.

Enquanto as microempresas tiveram resultado positivo em março, as empresas de pequeno porte – aquelas com número entre 20 e 99 funcionários contratados pelo regime celetista – não conseguiram frear as demissões e encerraram o mês com um saldo de 301 vagas perdidas, o menor volume entre as que mais demitiram. As que mais influenciaram para um saldo geral negativo foram as grandes empresas, que, entre contratações e demissões, foram responsáveis pelo encerramento de 1.426 postos de trabalho no período. As médias empresas potiguares também demitiram mais que contrataram, chegando a um total de 591 vagas fechadas.

Isso é o que aponta o Mapa do Emprego do RN, uma publicação elaborada mensalmente pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, que analisa a evolução das contratações e demissões formais, tendo como base os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes a março, e foi publicado nesta sexta-feira (29). Desde janeiro de 2020, o uso do Sistema do Caged foi substituído pelo eSocial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas) para as empresas, o que traz diferenças na comparação com resultados dos anos anteriores a 2019. O boletim está disponível para visualização e download no portal do Sebrae www.rn.sebrae.com.br.

De acordo com a publicação, o Rio Grande do Norte efetivou 14.501 contratações. No entanto, demitiu mais, 15.570 trabalhadores no período, o que levou ao saldo de -1.069 vagas. Um contraponto na comparação com março do ano passado, quando o saldo de empregos foi de 1.218 novos empregos. Até agora, a massa trabalhadora empregada no estado é de 437.500 empregados. Porém, o estado já acumula no ano um déficit de 2.157 vagas, que foram encerradas.

Em relação aos pequenos negócios, que é a soma dos saldos entre as microempresas e empresas de pequeno porte, o estado teve um saldo positivo de vagas criadas: 973 empregos criados no terceiro mês de 2022. Mas, esse número, é quase 56,5% menor que o quantitativo de vagas criadas por essas duas categorias empresariais em março do ano passado, quando foram abertas 2.236 novas vagas.

De acordo com o Mapa do Emprego do RN, na capital foi onde ocorreu a maior abertura de novas vagas no mês. Foram 494 novos empregos criados. Já o município de Lagoa Nova gerou 128 novas frentes de trabalho, enquanto São Gonçalo do Amarante criou outras 110. Por outro lado, Mossoró foi a cidade que teve as maiores perdas. Ao todo, foram encerradas 780 vagas. A segunda cidade no ranking de demissões em março foi Apodi, que perdeu 451 postos de trabalho, seguida por Baraúna, com 228 vagas perdidas.