ASN RN
Compartilhe

Sebrae oferece orientação gratuita para acesso ao crédito

Especialistas orientam empreendedores sobre as linhas de financiamento disponíveis e avaliam a necessidade do crédito e capacidade de pagamento para evitar endividamento
Por Redação
ASN RN
Compartilhe

Ruth Maia alerta empreendedores sobre os cuidados antes da contrataçãoNatal – Muitas empresas do Rio Grande do Norte vivenciaram uma queda significativa do faturamento nas últimas semanas, devido à crise provocada pelo advento do novo coronavírus (Covid-19) e a possibilidade de realizar um empréstimo tem se apresentado como saída para manter o negócio funcionando. Mas especialistas recomendam uma avaliação da necessidade real, incluindo a capacidade de pagamento, antes de solicitar o financiamento para não cair no endividamento. Para esses empreendedores, o Sebrae no Rio Grande do Norte disponibiliza o serviço gratuito de orientação ao crédito. Toda a consultoria é feita remotamente. Para solicitar um agendamento, basta acessar https://bit.ly/agendesuaconsultoriaonline e preencher o formulário.

Antes de solicitar o empréstimo, o Sebrae sugere que o empresário faça uma análise cuidadosa da empresa, verificando custos fixos como aluguel, e os variáveis, que dependem do faturamento atual. Também é preciso se atentar ao momento pós-coronavírus, já que, dependendo do ramo de atividade, será preciso mais tempo para retomar o negócio. Assim, é fundamental analisar prazos de carência.

“Essa orientação é fundamental antes de contratar o financiamento. A consultoria, mesmo que remota, verifica a situação da empresa e sensibiliza o empresário sobre a importância de se fazer uma previsão do fluxo de caixa, para entender qual a sua real necessidade de capital de giro nesse momento”, explica Ruth Suzana Maia, que é analista do Escritório Metropolitano do Sebrae e especialista em crédito.

A consultoria avalia ainda o relacionamento da empresa com alguma instituição financeira, a finalidade do empréstimo, contrapartida junto ao banco e se há um levantamento da necessidade do capital de giro. A equipe apresenta as linhas de crédito existentes no mercado de acordo com o perfil da empresa e as possibilidades do empresário acessá-las.

“É importantíssimo analisar a previsão do fluxo de caixa da empresa, para que o empresário interprete os números e monte estratégias para possíveis entradas de receitas. Ele terá no início uma carência. Porém, quando esse prazo terminar, a empresa precisará honrar seu compromisso com a instituição financeira”, recomenda.

Em relação aos cuidados, Ruth Maia recomenda que a empresa tenha um cadastro positivo e um bom relacionamento com os bancos. Segundo ela, esses são fatores relevantes que facilitam a aprovação de empréstimos e financiamentos. “Mas não são fatores decisivos para a obtenção dos recursos, eles analisam a capacidade de pagamento da empresa, o caráter, garantias, toda a documentação empresarial, indicadores financeiros e faz uma análise do segmento empresarial no setor econômico”, alerta a especialista, que complementa: “Com todas essas informações juntas a instituição financeira faz uma análise do seu limite de crédito”.

Veja aqui algumas linhas de crédito disponíveis para os pequenos negócios

AGN – A Agência de Fomento do Rio Grande do Norte (AGN) disponibiliza uma linha de crédito para pessoas jurídicas na categoria de Microempreendedor Individual e outra para o segmento de turismo o Fungetur. MEI – limite de crédito de até R$ 12 mil, 24 vezes, carência de 3 meses, taxa de juros de 1,7% a.m (capital de giro) com bônus de adimplência de 100% dos juros. Já o AGN Fungetur – limite de crédito de até R$ 100 mil, 48 vezes, carência de seis meses, taxa de juros de 5% a.a + IPCA, tendo como público alvo MEI, ME e EPP do segmento do turismo.                                                                                                                                                                                                                       

Banco do Nordeste – Capital de Giro com recursos do (FNE), com prazo total de 36 meses, incluídos três meses de carência, com encargos a partir de 0,35% a.m., dependendo do prazo, do porte da empresa; Elevou de R$ 50 mil para R$ 100 mil o valor das contratações sem a obrigatoriedade de vinculação de garantias reais, podendo ser somente garantias fidejussórias (aval ou fiança); Para o setor rural — agronegócio e agricultura familiar — será conferida priorização no atendimento às operações de crédito de custeio, considerando o calendário agrícola da região.

Parceria Caixa e Sebrae -Utilizando o  Fundo de Aval para a Micro e Pequena Empresa (Fampe), como garantia complementar, o banco criou condições especiais em suas linhas destinadas a micro e pequenas empresas, para finalidade de Capital de Giro. MEI  – 1,59% a.m, até R$12,5 mil , 9 meses de carência e 24 para pagamento. ME – 1,39% a.m, até R$ 75 mil, 12 meses de carência e 30 para pagamento. EPP – 1,19% a.m, até R$ 125 mil, 12 meses de carência e 36 meses para pagamento.

BNDES – Foram anunciadas três medidas para as micro e pequenas empresas: expansão da linha de financiamento já existente – BNDES Crédito Pequenas Empresas – voltada aos que faturam até 300 milhões, com carência de até dois anos, taxa final média é de 12,34% ao ano e garantia negociada livremente com a instituição financeira credenciada; a Renegociação emergencial dos financiamentos do BNDES junto aos parceiros financeiros credenciados; e o Programa de Emergencial de Suporte a Empregos, recursos para auxiliar no pagamento da folha salarial das empresas com receita bruta superior a R$ 360 mil e igual ou inferior a R$ 10 milhões a ser liberado.