Natal – O setor de alimentação fora do lar no Rio Grande do Norte apresentou um crescimento médio de 6% no ano passado. O número de restaurantes e lanchonetes passou de 9.161 para 9662 estabelecimentos. Entretanto, em meio à disputa com os aplicativos de entrega de comidas, pequenos empreendimentos têm buscado alternativas para ampliar a carteira de clientes e se manterem competitivos no mercado. Algumas estratégias adotadas são focar em nichos, atendendo ao públicos segmentados, e fortalecer a presença digital para conquistar uma clientela que anda cada mais conectada e em busca de praticidade e comodidade.
A nutricionista Isabelle Fernandes Simonetti decidiu investir na área de alimentação fora do lar há três anos depois de se inspirar nas principais casas de sucos instaladas em São Paulo. E em janeiro de 2017 abriu a Vitasuco, uma casa especializada em alimentação saudável, justamente para atender uma demanda do mercado. O estabelecimento começou a funcionar no bairro de Lagoa Nova, em Natal, oferecendo um cardápio com produção diária de pratos executivos, sucos e vitaminas da fruta “in natura”, saladas, sanduíches naturais, salgados FIT, bolos, tortas e sobremesas “low carb” e funcionais, shakes, guaraná e açaí. A proposta do local é oferta uma comida rápida e nutritiva. O cliente pode adquirir comida para semana inteira, já que os pratos podem durar até cinco dias refrigerados e 30 dias congelados
Dois anos depois, foi aberta a segunda loja Vitasuco, no bairro de Petrópolis, com a mesma proposta, focada nas vendas na modalidade ‘To Go’, em que o cliente passa e pega o produto diretamente no balcão. A abertura da filial aumentou em 100% a clientela do estabelecimento. No entanto, Isabelle Simonetti sentiu que preciso ampliar a relevância da presença no universo online, já que, de acordo com especialistas, cerca de 90% dos atuais processos de compras têm início em uma busca na internet. Foi nesse momento que a empreendedora buscou o Sebrae, em agosto do ano passado para otimizar essa presença. “Senti a necessidade de profissionalizar mais o meu negócio e decidi entra nas plataformas online e estar nas buscas do Google”.
Isabelle Simonetti foi atendida pelo projeto Alimentos e Bebidas, que trabalha toda a parte de gestão e tecnologia das empresas desse segmento, ampliando o acesso ao mercado. No caso da Vitasuco, foi reformulado o site da empresa para retratar de fato o que é o negócio e principalmente ampliar os canais de vendas online. “60% da nossa clientela ainda pega na loja, mas o restante está entre os pedidos online e nas plataformas de entrega de comida”, conta Isabelle Simonetti. O serviço de construção do site da empresa foi subsidiado pelo programa Sebraetec, em que o Sebrae oferece subsídios de até 70% para serviços digitais e tecnológicos.
Balcão versus delivery
Ter presença digital e atrair o cliente pelo online não é mais uma alternativa ou um diferencial de negócio, mas uma estratégia para quem quer manter-se no mercado. Principalmente no setor de alimentação, com a proliferação de aplicativos de delivery que facilitam a escolha do prato, a entrega e o pagamento.
De acordo com o gestor do projeto de Alimentos e Bebidas do Sebrae-RN, Horácio Barreto, a proposta do projeto é dar suporte às empresas que atuam nessa área, sobretudo nos nichos de alimentação saudável e cervejas artesanais, acompanhando as tendências que norteiam o setor, principalmente na parte de presença digital e vendas online, que tem se mostrado uma alternativa acessível aos pequenos negócios para conversão de vendas. “Não adianta apenas estruturar um site de qualquer forma. É necessário ter uma estratégia e atenção com o conteúdo para que tenha relevância e todo um cuidado assim como se tem na loja física”.
Um dos cuidados nessa área de vendas é não apostar todas as fichas do negócio nos aplicativos de delivery de comida. O alerta é o do gerente da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae-RN, David Góis. O pequeno varejo de alimentos tem que contar sim com essas plataformas, porém, não pode ficar dependente apenas desses apps. É preciso pensar em estratégias de contato, diversificação e parcerias, para que o empreendedor não fique dependente da plataforma”, recomenda o gerente.
Segundo David Góis, um dos principais perigos é justamente transferir toda a parte de inteligência e relacionamento com o cliente para as plataformas. “Então, no caso da concentração nos app de entregas, o pequeno acaba perdendo duas vezes, tanto em termos de valor, já que o preço repassado à plataforma é inferior em comparação ao do cliente final, e também termos de inteligência e impossibilidade de criar relacionamento com o cliente”.
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