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Social Hack mobiliza jovens em prol de soluções para comunidades

Um time de 50 mentores de diversas especialidades e organizações está disponível para ajudar os participantes na prototipação e validação das ideias para a criação de negócios de impacto social e negócios criativos.
Por Redação
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Natal – Uma ideia na cabeça e a vontade de transformar o cotidiano da comunidade podem virar solução e até um negócio lucrativo. Isso é o que jovens de todo o Brasil estão sendo desafiados a implementar com a maratona digital de ideias promovida pela Sebrae, o Social Hack 2.0. Além de concorrer a prêmios, os participantes podem ajudar a encontrar soluções para os problemas vivenciados em localidades periféricas. O evento começa nesta sexta-feira e vai até domingo, dia 13.

De acordo com a coordenadora do Social Hack no RN, a analista técnica do Sebrae-RN, Mona Paula Nóbrega, a segunda edição do Social Hack é um convite para a sociedade buscar de forma criativa e inovadora soluções para os inúmeros problemas das periferias brasileiras e sobre os desafios de acessibilidade e de inclusão das pessoas com deficiência. “Engajamos cerca de 300 jovens dos diversos estados do Brasil numa maratona online de três dias de imersão para trazerem soluções que revelem o potencial criativo das periferias brasileiras e seus empreendedores, além de trazerem inclusão para pessoas com deficiência no Brasil”, informa Mona Paula.

 O Social Hack, edição Comunidades Criativas e Inclusivas, reúne um time de palestrantes que vai contribuir na construção do conhecimento sobre as realidades das favelas brasileiras, como Renato Meireles, presidente do Instituto Locomotiva e Data Favela; Daniel Cavaretti  do G10 Favelas e Tércio Tinoco, primeiro vereador PCD eleito de Natal. Vários conteúdos técnicos farão os participantes construírem seus modelos de negócios, a partir de visões de especialistas como Izael Effemberg, Product Manager do Ifood; Sérgio Adriano, do Head Crescere; Greyce Franzmann da Inovativa Brasil; Wedson Dias da Acelerabit, e Erico Annes Consultor de TI na Pitang Agile IT.

A também coordenadora do Social Hack, Ana Ubarana, ressalta que o foco desta edição é a economia criativa e, por isso, o público alvo são pessoas que vislumbram mudanças através de atividades culturais, recreativas, artísticas, esportivas e artesanais. “Em contrapartida, recebe capacitação, sessões de mentorias para aprender a melhor estruturar uma ideia de negócio, avaliando cenários de mercado, prototipar o produto ou serviço criado e principalmente vender a ideia para investidores, através de pitches”, explica.

Nesta edição participam jovens brasileiros acima de 18 anos que almejam contribuir para a busca de soluções e novas ideias de negócios criativos de impacto social sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). A edição tem o foco nas comunidades criativas e inclusivas da periferia do país, dando uma atenção especial às pessoas com deficiência. A competição tem a proposta de oferecer uma experiência única, em forma de maratona online, na qual os jovens possam desenvolver protótipos de negócios inovadores e criativos capazes de beneficiar moradores das periferias das cidades brasileiras.

Programação

A programação do hackaton tem duração de mais de 60 horas de preparação com sessões de mentoria e palestras online com especialistas de diversas áreas.  No final da jornada, haverá um momento para o pitch, onde os participantes deverão apresentar as soluções, que serão avaliadas por uma banca de jurados.

Um time de 50 mentores de diversas especialidades e organizações estará disponível para ajudar os participantes na prototipação e validação das ideias para a criação de negócios de impacto social e negócios criativos.  Essas ideias serão avaliadas por uma banca de 10 jurados e especialistas do ecossistema de impacto nacional e internacional, com destaque para a participação do Professor Doutor da Universidade Fernando Pessoa em Portugal, país referência em inovação social na atualidade.

Esta iniciativa tem a liderança compartilhada entre os projetos da Economia Criativa e Negócios, o qual Ana Ubarana está à frente, e de Impacto Social do Sebrae-RN, cuja gestora é Mona Nóbrega. A ideia é que ações como essa sejam ponto de partida para revelar o potencial criativo das periferias e dos seus empreendedores, gerando soluções inclusivas para pessoas com deficiência e, sobretudo, propondo novos modelos de negócios criativos de impacto social.

As coordenadoras destacam que o momento atual é de grandes desafios e o evento pode trazer soluções para essas demandas da sociedade, utilizando como principal insumo a criatividade. Os competidores em equipes concorrem a prêmios, para cada integrante, como notebooks, smartphones, mochilas e Echo Dot, o smart speaker da Amazon. A última edição, o Social Hack contou com a participação de 700 jovens, distribuídos em 90 equipes e 40 mentores.

O Social Hach é uma iniciativa do Sebrae-RN com a StartupsDays, que juntos objetivam fomentar o empreendedorismo social e criativo no público jovem, de modo que possam gerar impacto positivo através de suas iniciativas empreendedoras, transformando problemas em oportunidades. Outras informações podem ser obtidas através do www.socialhack.com.br. Todos os conteúdos estão no canal do Startupdays do Youtube no período de 11 a 16 deste mês.