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Liderança feminina e sustentabilidade ganham destaque no Fórum Rede Mulher de Valor

Evento promovido pela CDL Natal em parceria com o Sebrae-RN reúne mulheres de diferentes áreas nesta quinta-feira (3)
Por Redação
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O protagonismo feminino na construção de negócios mais sustentáveis e de um futuro com impacto positivo para a sociedade está entre os destaques da quarta edição do Fórum Rede Mulher de Valor, realizada nesta quinta-feira (3), no Teatro Riachuelo, em Natal. Promovido pela CDL Natal em parceria com o Sebrae-RN, o encontro reúne empreendedoras, empresárias, gestoras e lideranças em uma programação voltada à liderança, inovação, sustentabilidade e crescimento dos negócios.

Com o tema “Liderança, o sol que nos une”, o Fórum propõe discussões sobre os desafios e as oportunidades para mulheres à frente de empresas e organizações. A programação foi estruturada em quatro eixos: Liderança Inovadora, Marketing & Crescimento, Sustentabilidade & Legado e O Futuro.

Entre os destaques está o painel “Quanto vale a sua empresa além dos números? Sustentabilidade, Impacto, Reputação e Longevidade”, que colocou em discussão como empresas podem incorporar práticas sustentáveis e geração de impacto positivo às estratégias de negócio. Participaram Mona Nóbrega, gerente de Negócios de Impacto Positivo do Sebrae-RN; Taciana Abreu, diretora de Sustentabilidade da Riachuelo e líder da BMW Foundation Herbert Quandt; e Fernanda Silmara, fundadora da ONG ReforAmar.

Durante o debate, as participantes abordaram sustentabilidade, responsabilidade socioambiental, reputação, desenvolvimento territorial e a capacidade dos negócios de gerar resultados que vão além do desempenho financeiro.

Para Mona Nóbrega, o valor de uma empresa também deve ser medido pelo impacto que ela deixa na sociedade. A gerente destacou que sustentabilidade envolve pensar no futuro e nas consequências das decisões tomadas hoje, independentemente do porte ou da natureza da organização.

“O verdadeiro valor de uma empresa também está no impacto que ela deixa. Sustentabilidade exige sensibilidade. É falar de futuro e sobre o que queremos construir para ele. ESG não é coisa só de grande empresa e impacto não é negócio apenas de ONG”, destacou Mona.

Ao abordar a sustentabilidade como estratégia empresarial, Taciana Abreu ressaltou a relação de dependência entre os negócios e os recursos naturais. Para ela, incorporar essa perspectiva significa compreender que toda atividade econômica que utiliza recursos do planeta também precisa assumir responsabilidade sobre sua preservação e regeneração.

“Quando a gente fala da Terra, do nosso planeta, ela é do feminino: mãe Terra. Nós somos apenas uma espécie desse planeta. Quando trazemos isso para o mundo dos negócios, precisamos entender que qualquer coisa que fazemos depende da Terra. Se eu extraio do planeta, preciso ter cuidado, porque estou tirando de mim. É fazer negócios respeitando o planeta e regenerando aquilo que já foi degradado”, afirmou.

Taciana apresentou como exemplo a cadeia da moda, na qual parte significativa das emissões de carbono está associada à matéria-prima. No caso da Riachuelo, um dos principais insumos é o algodão. A partir dessa realidade, a empresa iniciou, em 2021, uma parceria com o Sebrae e a Embrapa para incentivar a produção de algodão agroecológico no Seridó. Atualmente, a ação envolve mais de 100 agricultores de 16 municípios do Rio Grande do Norte.

A experiência dos negócios de impacto também ganhou espaço com Fernanda Silmara, que apresentou a trajetória da ReforAmar e relacionou a criação do projeto à própria história de vida. Criada em uma comunidade e morando durante a infância em uma casa de taipa, Fernanda contou que um de seus maiores desejos era viver em uma residência sem goteiras.

“Meu grande sonho era ter uma casa que não tivesse goteira. Quando fui para a Engenharia Civil, entendi que não queria apenas construir prédios. Queria proporcionar dignidade a outras pessoas, assim como recebi do meu tio, que reformou a nossa casa diante da necessidade que tínhamos”, relatou.

A partir dessa experiência, Fernanda passou a enxergar a atuação profissional também como instrumento de transformação social. Segundo ela, um negócio de impacto precisa considerar não apenas o lucro, mas a capacidade de melhorar concretamente a vida das pessoas.

A programação do Fórum reúne ainda palestras e painéis sobre comportamento do consumidor, gestão financeira, liderança, profissionalização dos negócios, construção de marcas, influência e produção de conteúdo.

Entre os temas estão “O seu cliente mudou. E sua empresa?”, com Marilia Prado, da Cielo; e “Quando o caixa aperta, qual é a rota de saída?”, com Karina Machado, Marcia Maia, do Desenvolve RN, Claudiana Santos e Malu Fontes.

Liderança e gestão entram em pauta no painel “Sua empresa cresce sem você? Liderança, gestão, delegação e profissionalização”, com Dani Mafra, Andressa Guimarães e Cammila Yo. Já Maria Brasil apresenta “Como construir uma marca com Alma?”.

A programação inclui ainda o debate “Como conteúdo, influência e confiança geram desejo e resultado”, com Diana Petta, Lívia Vilela e Renata Gerez; a palestra “Quando ter autoridade no mundo digital no mundos das IAs?”, com Priscila de Souza; entre outros temas.

Reconhecimento ao empreendedorismo feminino

Além da troca de experiências e conhecimentos, o Fórum também abre espaço para reconhecer histórias de mulheres que transformaram ideias em negócios e geraram impacto a partir do empreendedorismo.

Durante o evento, será divulgado o resultado da etapa estadual do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, iniciativa nacional que reconhece empreendedoras por suas trajetórias, capacidade de gestão, inovação e contribuição para o desenvolvimento dos negócios e das comunidades onde atuam.

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