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Plataforma amplia reconhecimento e certificação dos negócios de impacto no Rio Grande do Norte

Nova ferramenta permitirá que empreendimentos obtenham certificação e ampliem o acesso a mercados, políticas públicas e oportunidades de desenvolvimento
Por Redação
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Empreendedores potiguares que geram impacto social e ambiental positivo passam a contar com uma nova ferramenta de reconhecimento e certificação. Lançado nesta quarta-feira (8), o Portal da Economia de Impacto do Rio Grande do Norte permitirá que empresas realizem o cadastro e emitam o Certificado de Negócio de Impacto, ampliando o acesso a oportunidades como compras públicas, financiamentos e programas voltados ao setor. O lançamento ocorreu durante evento no Auditório da Governadoria, que também marcou a posse dos novos membros do Comitê da Estratégia Estadual de Investimentos e Negócios de Impacto Social (CENIS).

Um negócio de impacto é aquele que alia sustentabilidade financeira à geração de soluções para desafios sociais ou ambientais. Além de buscar lucro, esses empreendimentos têm como propósito produzir transformações positivas por meio de seus produtos, serviços ou modelo de atuação.

O Certificado de Negócio de Impacto reconhece oficialmente essas iniciativas e fortalece sua credibilidade perante investidores, poder público, grandes empresas e sociedade. A certificação também cria condições para que esses empreendimentos tenham acesso a políticas públicas, programas de incentivo e mercados que valorizam práticas sustentáveis.

Para a gerente de Desenvolvimento Rural e Negócios de Impacto do Sebrae-RN, Mona Nóbrega, a plataforma representa um avanço importante para o fortalecimento do ecossistema de empreendedorismo de impacto no estado.

“A plataforma vai certificar e reconhecer negócios que conseguem conciliar geração de lucro com soluções para problemas sociais e ambientais. Esse reconhecimento abre novas oportunidades, como acesso a benefícios, compras públicas, novos mercados e parcerias com grandes empresas que buscam implementar práticas ESG. Além disso, dá mais visibilidade a esses empreendimentos, fortalece o ecossistema e incentiva que esse modelo de negócio seja cada vez mais conhecido e replicado”, destaca.

Durante o evento, empreendedores também compartilharam experiências sobre como desenvolvem negócios alinhados à economia de impacto.

Leonardo Tinoco, da Fazenda Matina Ambiental, produtora de orgânicos, agroecológicos e aquapônicos, trabalha com criação de tilápias, produção de hortaliças, frutas e verduras, além de desenvolver ações de educação ambiental. “A gente recebe muitos grupos de agricultores familiares e estudantes para mostrar que é viável fazer uma agricultura de baixo impacto, de baixo carbono, entregando um serviço ambiental e alimentos de excelente qualidade, principalmente sem agrotóxicos”, explica.

Também presente no lançamento, Márcia Kafensztok, da Primar Orgânica, destacou o trabalho desenvolvido pela empresa, que atua há 33 anos com produção orgânica e mantém um laboratório de reprodução de ostras nativas, único nas regiões Norte e Nordeste. “Trabalhamos muito com pesquisa, temos parceria com universidades federais e nossa produção chega a todo o Rio Grande do Norte”, afirma.

A professora do IFRN Socorro Silva apresentou a atuação da ONG Yalode Instituto Afroacademia Lélia Gonzalez, voltada à formação de mulheres de comunidades quilombolas, indígenas e ciganas. “Criamos a Yalode para apoiar essas mulheres e ampliar seu acesso à graduação, ao mestrado e ao doutorado”, explica.

Comitê fortalece a política de economia de impacto

O Comitê Estadual de Investimentos e Negócios de Impacto Social (CENIS) reúne representantes do poder público, instituições de ensino, setor financeiro e entidades empresariais para fortalecer a política estadual voltada aos negócios de impacto.

O Rio Grande do Norte foi o primeiro estado brasileiro a criar uma legislação específica para Investimentos e Negócios de Impacto. Em 2021, foi instituída a Comissão Estadual de Qualificação de Empreendimentos com Negócios de Impacto Social (CEQNIS), responsável pelo processo de certificação dos empreendimentos.

Em 2024, o estado também aderiu ao Sistema Nacional de Economia de Impacto (SIMPACTO), iniciativa vinculada à Estratégia Nacional de Economia de Impacto (ENIMPACTO), coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Com o lançamento da plataforma, o processo de reconhecimento e certificação passa a ser realizado de forma digital, ampliando a visibilidade dos negócios de impacto e fortalecendo o ambiente de empreendedorismo voltado à geração de resultados econômicos, sociais e ambientais.

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